No MotherChip #155, por conta de um imprevisto, estamos mais uma vez em uma dupla. Mas tudo bem, porque apesar de nos faltar uma pessoa não nos faltou assunto. Nesta semana que deu início ao horário de verão, conversamos sobre a Brasil Game Show 2017 e o que mais gostamos do que jogamos lá, discutimos sobre a notícia recente do fechamento da Visceral Games e o debate em torno de loot boxes.

Participantes:

Henrique Sampaio
Heitor De Paola

Assuntos abordados:

0 min – Horário de verão
5 min – BGS 2017
13 min – Monster Hunter: World
21 min – Detroit: Become Human
28 min – Frost Punk
32 min – Moonlighter
42 min – Sea of Thieves
44 min – O fim da Visceral Games e a monetização dos jogos
77 min – The Evil Within 2 + Sylvio 2
92 min – Terra-Média: Sombras da Guerra + South Park: A Fenda que Abunda Força
97 min – Emails

Música do final: The Skullduggers – 10000 Miles Away

Envie emails com perguntas e sugestões para: motherchip@overloadr.com.br

  • Rodrigo Pscheidt

    Olha esses meninos lendo meu comentário e falando do meu site. Isso foi bem inesperado, haha. <3

    Ah, e o meu sobrenome pronuncia-se "Pixáiti". 😉

  • Rodrigo Pscheidt

    Ah e só pra constar, achei The Evil Within 2 muito bom! Gostei dele especialmente por ter uma pegada bem Silent Hill 1 (até na história: em ambos os jogos temos um pai desesperado procurando sua filha em uma cidade “deserta” cheia de monstros).

    Meu review tá lá no Arkade com K: http://www.arkade.com.br/analise-arkade-the-evil-within-2/

    E Henrique você que curte uns jogos de terror diferentões (tipo Sylvio) nunca jogou Yomawari? Semana que vem tá saindo o 2 (Yomawari Midnight Shadows), já recebi meu press codes, e cara, o jogo tá muito foda!

    O visual cartunesco dele pode dar a falsa impressão de que é um jogo bonitinho, mas, puta merda, acho ele muito tenso. Definitivamente me deixa com mais medo que The Evil Within 2,Resident Evil 7 e outros ‘triple As’ do gênero. Recomendo muito! 😉

    • riquesampaio

      Não conheço o Yomawari! Vou procurar! Valeu pela dica.

    • Eu estou com o Henrique e você nessa, eu não consegui sentir medo com The Evil Within 2 em momento algum e olha que eu gosto bastante dele.

  • Caio_RB

    Só fazendo uma correção que o RE7 está atualmente com 4,5 milhões e não mais de 6 milhões como dito. A meta do ano fiscal passado era de 4 milhões e não foi alcançada inicialmente, ficando com 3,5 milhões e abaixo do esperado. Agora no ano fiscal atual a meta é de 2 milhões e até agora está com 500k. Chegou as expectativas passadas da Capcom mas após o ano fiscal passado e duvido que chegue nas expectativas atuais.

    E RE7 foi um jogo que teve um investimento muito menor em comparação com RE6 em diversos quesitos, incluindo marketing.

  • Bruno Do Carmo Calasans

    Vocês comentaram sobre como as pessoas dizem que o primeiro The Evil Within tem a história escondida, e isso é uma característica de jogos. Vocês não acham que é um problema de histórias em jogos? Eu não estou falando das missões secundárias, mas de esconder a história em itens e ou em áudios, já que se for implementado de forma errada o jogador pode deixar de ver coisas importantes da história.

    • Eu sinto que é uma maneira de causar busca e recompensa por elementos em jogos e i kinda like it? Sério mesmo, eu gosto dessa tentativa de jogos incrementarem histórias que contribuam para dar um maior contexto do que está acontecendo e o que aconteceu, inclusive eu sou uma das pessoas que o Heitor conversou no Twitter e eu afirmei, na minha opinião, que ele realmente tem uma historia fascinante e que me foi de bom agrado.

  • Queria contribuir para a conversa em torno de The Evil Within 2 e dizer que eu sou uma dessas pessoas que conversou com o Heitor no Twitter onde eu deliberadamente afirmei gostar bastante e achar que um dos principais atrativos em The Evil Within é justamente a sua história e como ele amarra não somente os motivos de porque os designs dos personagens inimigos são da maneira que são, como também os cenários e o porque deles serem assim. Ao mesmo tempo que eu gosto menos do The Evil Within 2 pois eu tenho esse mesmo sentimento do Hernique de que, nesse caso sim, muita coisa parece uma “desculpa” e não que de fato houve ligações bem construídas acerca disso. Ainda não acho “ruim”, eu só sinto que foi “desculpas” mesmo.

    Antes de explicar os meus pontos sobre o porque de eu gostar da história, gostaria de levantar um rápido ponto de eu sentir que The Evil Within 2 ele é exageradamente um jogo fácil, sabe? Eu joguei ele na dificuldade mais difícil disponível, por conta de troféus e depois eu joguei no modo Clássico que é a dificuldade mais alta e: Eu nunca senti o jogo ser tão fácil em todo a minha vida, principalmente vinda de um Survivor Horror. A Dificuldade do modo Clássico está em: “Caceta, eu queria tanto poder desligar isso e ir dormir, mas eu vou salvar o jogo, e depois só vou poder salvar mais 4 vezes e o jogo é longo para cacete… Argh”. Porque eu sinto que os inimigos eles ficaram menos brutais em querer te seguir a todo costumo e a agressividade deles, apesar de serem inimigos mais ágeis que do primeiro, ao mesmo tempo a inteligencia artificial emburreceu, sabe? Eu não sei bem se estou conseguindo explicar, mas enfim. Sobre a história…

    É de fato um fator que eu acredito ser principal tanto no primeiro como o segundo que é a história que antecede e justifica os eventos e as simbologias por trás dos inimigos, não exatamente o “momento”. Concordo com o Henrique com o ponto de que a narrativa em si ela é bem vazia de profundidade nos seus seguimentos, ele está bem na cara de que é um jogo japonês com falas e ações bem características mesmo em um nível que me incomoda bastante inclusive, mas ao mesmo tempo ele consegue me tocar em momentos onde ele trabalha os Traumas que foram deixados no Sebastian após os eventos do primeiro jogo e eu não sei bem se o Henrique já chegou nesse exato momento que o jogo começa a levantar esses pontos que é justamente quando maiores referências e explorações visuais de cenário começam a surgir (O que culmina no cenário maravilhoso do Capítulo 13 que na minha opinião eu acho incrível, me lembrou muito Dark Souls).

    A Partir daqui pode ter Spoilers do Primeiro jogo, então… Be careful, guys!
    SPOILERS DO PRIMEIRO, TALVEZ! CUIDADO.

    Esses elementos que fizeram parte do que é Silent Hill – e The Evil Within desde o primeiro puxa muitos elementos de SH, bem fortes mesmo, ajudam a crescer ele no meu conceito e desprezar ainda mais Resident Evil, por conta de como o jogo ele quer tentar justificar porque tudo é da maneira que é e porque tudo funciona da maneira que funciona. Ele tem a desculpa para isso que é, justamente: Tudo está ligado a uma mente, uma máquina, então não é real ao mesmo tempo que se você morrer ali dentro, você morre na vida real também. Porém, as arquiteturas, os monstros, o caminho que você percorre, a personalidade dos personagens, o motivo de porque eles são assim, o que eles viveram e o que guiou eles a serem assim são elementos de backstory que você encontra durante a sua rota pelo cenário e pelo jogo que me fizeram ganhar um amor bem grande pela possível série The Evil Within. Um desses elementos é a justificativa do inimigo … talvez já clássico? eu não sei dizer, algumas pessoas já acreditam ser clássica mas eu acho ele só “okay … que é o “The Keeper” onde ele carrega aquela simbologia clássica de Silent Hill pois ele é um inimigo que representa a agressividade carniferrina do Ruvik por aqueles que querem ir atrás do seu segredo que ele quer manter escondido, a tentativa de tomar o corpo daquela criança – Leslie, e por isso o monstro possuí um design de um açougueiro com um cofre na cabeça. Ou criaturas como o monstro da câmera que apesar do Henrique citá-lo como sendo uma criatura bem sexualizada, eu sinto que o Diretor sabia disso e por isso ele fez exatamente isso pois é de fato, uma criatura composta das mulheres que o Valentino matou ao longo da jornada dele em busca da filha do Sebastian ali dentro do Stem, tanto que encontramos partes dessas mulheres e um áudio dele dissecando uma delas dentro dos quadros, e é exatamente por isso que ele possuí gemidos femininos – porém dublados por um homem, pois são áudios dublados pelo próprio dublador do Valentino.

    E uma coisa eu gostaria de dizer também aqui: Pode não gostar. Pode odiar também e achar bem qualquer coisa, mas é porque diferente de Resident Evil, The Evil Within ele me ganhou por tentar justificar personalidade, tentar justificar cenários e tentar justificar os monstros dele que é um elemento que foi esquecido após a morte de Silent Hill e é um dos grandes atrativos da série para mim. Eu gostaria inclusive que mais pessoas gostassem desse crescimento da Tango dentro dessa série e gosto mais ainda da confiança que a Bethesda colocou em cima da própria. Eu gostaria que o The Evil Within 3 ganhasse um espaço maior de três anos até seu próximo lançamento, para dar mais oportunidades a equipe sobre o que eles podem nos dar de novo.

  • Barata

    Muito boa a discussão sobre os lootbox desse episódio, muito melhor quando vcs “perdem tempo” com um tema assim dq qdo seguem a receita de jogos da semana+emails. Parabéns pelo ótimo trabalho!!