Em mais um MotherChip em dupla, Rique fala um bocado sobre o quão impressionado está com Wolfenstein 2: The New Colossus. Os dois também falam de suas experiências jogando Cuphead – agora que o terminaram ao vivo -, dando um veredito sobre essa pérola que saiu há algumas semanas. Além disso, também houve conversas sobre os eventos recentes em torno do NeoGAF, o fim (mais um) do Kinect e muitas outras coisas mais.

Participantes:

Henrique Sampaio
Heitor De Paola

Assuntos abordados:

6 min – Wolfenstein 2: The New Colossus
26 min – Cuphead
44 min –  NeoGAF
57 min – Sombras da Guerra + South Park
1h8 min – Notícias
1h23 min – Emails

Música do final: Sleep Party People – Fainting Spell

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  • André Matulionis

    “Tem muito Thiago… Tem muito André”
    Engraçado porque eu sou André e meu irmão é Thiago

    • Márvio

      Acho que foi bruno que o Rique citou além do Tiago.

      • André Matulionis

        Ela cita “Thiagos e Andrés” e depois “Thiagos e Brunos”

  • Gabriel PS

    Gosto muito do Rique.

    Mas a fala sobre cinema foi uma das coisas mais pedantes que já ouvi. Não sou maior fã de filmes de super herois e blockbusters em geral, mas são Arte assim como qualquer filme do leste europeu.
    Podem ser uma arte de qualidade duvidosa, com pontos de fácil critica negativa, e isso por si só é algo subjetivo. Porém, isso não faz um cinema MENOS ARTE que outro. E mais: um filme de super heróis pode ensinar sobre cinema tanto quanto qualquer outra obra alternativa.

    • Arthur Marques

      Acho interessante que mesmo para grande parte dos estudiosos de Arte que se aliam a concepções estéticas, ou seja, de que o valor de Arte de um objeto está relacionado a um domínio expressivo da forma, da linguagem (no caso do exemplo, da cinematográfica), filmes como um Vingadores da vida não são arte. Se pensarmos então em conceitos que conversariam ainda mais com a realidade da produção e com os pontos em comum da realização artística, como todos os pensadores que aliam poética e vida (Nietzsche, DeLeuze, Morin dentre outros) percebemos que um trabalho formal que tem como simples intenção a produção de efeitos emocionais que não “ressignificam” a consciência do participante (como são grande parte dos filmes de super-heróis) está ainda mais longe de ganhar a definição de arte.

      O que quero trazer é a afirmação que linguagem expressiva não é arte. Pintura, escultura, jogos, filmes, textos. Todas essas são linguagens comunicativas que podem até ser estéticas, mas que para ganharem com plenitude o valor artístico precisam cumprir com esse papel de elaborar um espaço cognitivo que nos dê a oportunidade de tomar consciência sobre experiências que foram veladas no campo do real. E essa construção é consciente por parte do autor. Quanto mais “profundo”, um trabalho, ou seja, quanto mais os temas que ele aborda de uma forma específica se expandem densamente em questionamentos da realidade, mais capaz é a obra. Mais “arte” ela é.

      A gente pode até entrar na discursão de que essa palavra, “arte”, foi apropriada pelo senso comum, que a converteu em outra forma de se falar de linguagem expressiva. Ou mesmo que se tornou uma quimera institucionalizada que representa apenas um sistema comercial com ares pretensiosos. Eu acredito que aceitar essa conversão e desistir um termo que ainda tem um significado muito forte.

      Um filme de super heróis pode ensinar MUITA coisa sobre o cinema. Pode ser impecável em sua decupagem, na montagem das cenas, na fotografia que se alia com os efeitos que vão produzir adrenalina no seu corpo. Mas pouquíssimos filmes (e aqui não quero excluir que algum filme com esse tema de super-heróis não tenha essa capacidade) nos fazem tomar consciência da vida.

      • Randal Souza

        Mas isso é tão subjetivo. Achar que o que afetou você TEM de afetar o mundo é ter muito rei na barriga. E é contraditório pra caralho uma pessoa que valoriza tanto a experiência visual nos games dizer que um filme como Dr. Estranho, por exemplo, não tem valor algum

        • Arthur Marques

          Também não concordo que existe qualquer obrigatoriedade de reformulação quando você vê um trabalho específico. Porque para isso eu preciso entrar no campo cognitivo do participante último que é o leitor. Cada um de nós é mais sensível a certos pressupostos estéticos (de linguagem). Meu ponto só é que existe uma diferença do que é estético e do que é artístico na minha concepção teórica (como pesquisador da área). Como falei no texto acima, existem outros pesquisadores (mais reconhecidos e mais inteligentes) que tem percepções opostas.

          Existe alguma contradição entre valorizar uma forma visual em um jogo e não em um filme. Mas precisamos considerar como ocorre essa interação entre os elementos que compõe essas duas obras, mesmo se particionarmos a experiência para um sentido (isso não é nem possível, em última instância). Mas aí já é outra discursão, haha. Abraço

  • Thiago Nunes

    O arquivo do feed está correto? Aqui o áudio está saltando absurdamente, dando aqueles ruídos de faixa pulando

    • Heitor De Paola

      Oi Thiago. Não houve mais ninguém que tenha tido esse problema – ao menos, ninguém relatou isso – então estou achando que o problema é local. Já tentou apagar e baixar novamente?

  • Paulo Henrique
  • Lucio de Souza

    Quem nunca deu uma “pedantada” numa conversa q atire a primeira pedra….

  • Ribeiro

    Rique, obrigado pelo Sleep Party People.