No MotherChip #162 começamos a fazer uma breve retrospectiva de 2017, destacando alguns dos maiores eventos e também alguns dos menores, que possivelmente já saíram de nossas mentes a essa altura. Fora isso, comentamos sobre os anúncios de Mega Man, datas de lançamento inesperadas e Caio Teixeira nos atualiza sobre o que andou jogando neste tempo que esteve ausente.

Participantes:

Caio Teixeira
Henrique Sampaio
Heitor De Paola

Assuntos abordados:

5 min –  Avisos
8 min – Os eventos de 2017 (primeira parte)
30 min – O ano desastroso da EA
39 min – Mega Man 11
45 min – Jogos que parecia que nunca sairiam vão sair
50 min – A violência doméstica em Detroit: Become Human
1h12 min – O que Caio Teixeira anda jogando
1h24 min – Emails

Música do final: E.V.P. – Blood Orange

Agradecimentos:

  • Pedro Confort
  • Alexandre Braga

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  • FHC

    Massa a capa do episódio hein

  • El Luchador

    Aê, Teixeiróvsky presente!

    No aguardo do Motherchip dos melhores do ano!

  • Caio_RB

    O sexto grande jogo virou realidade na real hahaha Era Soul Calibur 6 mesmo

  • Luiz Augusto Pereira Rodrigues

    aonde acho link pra esse discord?

  • Vitor Calfa

    Teixeira, gostaria de deixar um comentário sobre “os héteros tem que acabar” proferido durante o programa por conta de casos de homens que não exercem devida higiene em partes íntimas por medo de macular sua masculinidade.

    Primeiramente, acho que é uma afirmação deveras generalizadora, e um tanto quanto heterofobia, uma vez que esses casos, até onde meu conhecimento vai, são exceção as boas regras da higiene geral para todos os seres humanos. Não é porque um homem é hétero que necessariamente ele é um porco.

    No caso, seria mais correto dizer “a ignorância e preconceito deveriam acabar”. Estamos quase em 2018 e já deveríamos estar desenvolvidos o suficiente para sabermos que não é a orientação sexual ou o contato físico com as partes íntimas traseiras que são unidade para medir o valor e masculinidade de um homem, e sim o valor e a nobreza de suas ações, sua capacidade de cavalheirismo e cordialidade para com seus semelhantes, sejam estes de quaisquer sub grupo social humano. Logo, ser uma pessoa agradável no departamento da higiene pessoal, também faz parte desta etiqueta do homem em minha concepção.

    Por fim, peço que se atente a importância e responsabilidade que sua pessoa tem enquanto comunicador. É seu dever trazer clareza, compreensão e instrução as pessoas, e não despejar declarações de ódio de forma a generalizar um grupo X ou Y por causa de mal comportamento de indivíduos específicos. Lembre-se: uma maçã podre não estraga todo o cesto.

    • Vitor Calfa

      Vou deixar um breve adendo aqui após comentar com a minha esposa o assunto. Pelas palavras dela: “Problema dele não é porque ele é hétero, e sim porque ele é um boçal, que provavelmente só casou porque foi uma situação arranjada dentro da igreja. Se fosse comigo, eu pedia anulação do casamento”.

      É isso.

      • Cara… Não tire as coisas fora do contexto, por favor. “Hetero tem que acabar” é uma referência direta ao programa Choque de Cultura, fazendo referência ao “Justiça tem que acabar”. Se você não conhece… Bem, taí uma recomendação.

        Outra coisa, não consigo travar um diálogo proveitoso com alguém que REALMENTE acredita em heterofobia. É o mesmo papo do “racismo contra brancos”, ou mesmo o “not all men” bem famoso e tals.

        E quem dera a minha responsabilidade fosse tão grande que ao afirmar “hetero tem que acabar”, de fato, algo fosse acontecesse sobre. Hetero é bem zuado.

        • Vitor Calfa

          Conheço Choque de Cultura, mas não fiz a conexão.

          Sobre racismo contra brancos, eu tenho a impressão de que nossa sociedade é construida na bizarra constante não declarada de que quem está no poder se sente no direito de escrotizar quem está abaixo. O homem branco heterossexual esta no poder desde… Sempre? E nesse tempo fez uso desse “benefício” de escrotizar os outros até não poder mais, acho que nisso concordamos. Suponhamos que aconteça uma mudança social econômica e homens brancos heterossexuais em sua maioria não sejam mais os capitães da indústria e líderes políticos. O que vai ser? Quem se tornar o poder vai escrotizar geral? Aos meus olhos é a mesma merda, só mudou quem zoa e quem é zoado. Evolução é parar com essa babaquice de todos os lados, mas acho que não é possível… Ser humano como um todo não é evoluído a esse ponto…

          Sobre “not all men”, não estou familiarizado, mas suponho que seja algum discurso tipo o da maçã que expus anteriormente? Bom cara, sei lá, nisso é alguma forma de redenção por alguma culpa sua do passado? Sei lá se ingênuo da minha parte, mas eu acredito que tem pessoas boas e ruins em qualquer seguimento da sociedade, e acho errado a galera que tá de boa no seu canto, que nunca fez mal a uma mosca pagar o pato por causa da turminha da escrotidão.

          Por fim, me desculpe a falta de educação nas minhas próximas palavras, mas eu acho o fim da picada usar um fanático religioso homofóbico doido bunda suja como denominador comum. Isso é sim zuado.

          • Antes de responder eu gostaria de deixar registrado que isso tudo surgiu porque fiz uma piada sobre a higiene pessoal de heteros (que, apontado por artigos, são incapazes de limpar o próprio cu por medo de se tornarem homossexuais), mas, aparentemente isso te afetou pessoalmente. Eu realmente acho isso impressionante. Mas seguimos, porque eu não tenho nada para fazer nesta noite de terça-feira.

            Racismo contra brancos: eu AMO como você consegue enxergar a realidade e entender o absurdo racista no qual vivemos para logo em seguida criar um conto de fantasia onde minorias tomaram o poder e basear seus argumentos nisso. Eu prefiro a realidade: brancos estão no poder e são escrotos. Não existe racismo contra brancos. Supera.

            Veja bem, precisei tomar muito a cabeça para perceber que já fui b babaca no passado e até hoje consigo escorregar. A vida é um eterno aprendizado e nem de longe eu seria louco de afirmar que minha conta “está zerada”, seja no machismo, seja no racismo, seja em qualquer forma de imposição de poder que minha pele branca, meu gênero e minha sexualidade me deram sem esforço qualquer. Mas não, a referência não é a isso e sim a um argumento bobo e chato de quando homens heteros ficam ofendidos quando uma mulher aponta a miríade de babaquices que este mesmo grupo faz. Saem bradando “não são todos os homens que fazem isso” como se isso os isentasse de culpa, como se a generalização enfraquecesse um discurso muito maior que isso, sobre coisas mais importantes. Exemplifico: quando uma mulher, ao ver o dado de que em 2016 foram registrados mais de 130 estupros por dia, cansada de ser atacada e ter uma liberdade restrita comparada a homens esboça “meu Deus, homem é tudo nojento” e vem um monte de babaca gritando “nem todos os homens!”. Bom, sim, não são todos os homens e a matemática prova, a questão do discurso é que é muito maior. De um lado temos um grupo que é constantemente morto, humilhado e desgraçado por homens. Do outro um monte de mongolão que fica tristonho com uma frase. Quer dizer, homem hetero é um grupo bem babaca.

            O mesmo vale para o meu comentário jocoso sobre “hetero tem que acabar”.

            Ao terceiro ponto chego com um sorriso no rosto, porque é realmente Hilário o conjunto de palavras que você escolhe ao reclamar do que falei. Porque você ficou REALMENTE ofendido com o que falei, como se eu tivesse falado que você não limpa a bunda. Eu não te conheço e não foi o caso. E se você chegou até aqui e ainda não entendeu em que tom e em qual contexto a minha generalização foi utilizada, nunca chegaremos a uma conclusao deste debate cada vez mais absurdo.

            E eu não desculpo porque não me senti ofendido. O fim da picada é você se sentir ofendido sobre algo que, gosto de acreditar, não é a sua carapuça…………….

            Espero.

            Boa noite!

          • Vitor Calfa

            Teixeira, mesmo que você quisesse se desculpar, não seria necessário, não considerei um ataque a minha pessoa e de forma alguma estou desgostoso com vossa pessoa.

            Não sei se fui claro o suficiente, mas o foco do meu comentário é minha reclamação contra generalização, porque ela existe. Não estou falando de generalização contra brancos (ou quem quer que seja) especificamente. Generalização como um todo. Eu tenho problemas sérios com isso, admito. É o meu gatilho psicológico.

            Outra, no caso, eu peço desculpas ao senhor pois admito não ter muito senso de humor. Olhando em retrospecto, acho que ambos estaríamos gastando nossos tempos com algo mais divertido se eu simplesmente tivesse rido da sua piada e a vida seguisse em frente. Honestamente, acho que nossa calorosa troca de argumentos vai mudar porra nenhuma em nada em lugar nenhum, não é verdade?

            Sendo assim e fechando a minha parte nesta discussão, me retiro com a bandeira branca levantada, em prol de ambas as partes. Se for de sua vontade expor mais de sua opinião e apontar as falhas nos meus argumentos, por favor, siga em frente, porém, como disse, estou me retirando. Saca quando você esta jogando e subitamente da aquela broxada? Sou eu agora.

            Tenha uma boa noite e espero que encontre alguma atividade divertida para passar o tempo.

            Fui.

  • Fernando Cesarino

    Achei interessante a discussão que teve ali por volta dos 20 minutos sobre fotorrealismo nos games e talvez por eu estar lendo um livro de arte me lembrou bastante do que houve com arte com o surgimento da fotografia. Como na época a fotografia virou meio que um ápice da realidade, as pinturas que tentassem ser o mais real possível perderam um pouco o sentido e desde então a arte começou a ir por um lado bem mais abstrato começando pelo impressionismo até hoje. Sinto um pouco disso tá meio que já acontecendo com os games, pode ser até uma comparação exagerada, mas por nós estarmos tão perto de um ápice da simulação e do fotorrealismo começa um grande movimento mais pelo o abstrato e a inovação pq parecer com a realidade já não diz mais muita coisa e é necessário encontrar alternativas para que a arte possa tocar não pela excelência da técnica e sim pela ideia que vem por trás. Sei lá, só senti uma vontade de comentar isso, ótimo podcast como sempre.

  • Henrique Tavares

    o melhores do ano dessa vez vai ser igual os outros que vocês discutem até chegarem numa conclusão em várias categorias diferentes?

    • Heitor De Paola

      Isso!

  • Pedro Confort

    Excelente cast, e eu que agradeço. <3